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A autora.

Chama-se jéssica, com j pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou uma cinderela. Gosta de decalçar sentimentos e remexer em entranhas. É muito cabeça, e ao mesmo tempo, muito coração. Quando fica nervosa morde o lábio inferior e fixa as pontas dos dedos. Tem os olhos pequenos, os lábios cheios, e o coração grande, bem grande.



Maio 2010 Junho 2010 Julho 2010 Agosto 2010 Setembro 2010





Sabes o que eu quero? Que um dia alguém goste de mim como eu gosto de ti. Nem precisas de ser tu.


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30.6.10

setenta e um.

De todas as mentiras que já te ouvi, "Eu gosto de ti" foi a minha preferida, pequenino.


E porque é que tinha de ser mentira?
Porquê?

setenta.

Muito sinceramente, estou tão farta de lutar por ti, por esta amizade que tu teimas em destruir. Cada dia que passa transformas-te diante dos meus olhos. Não sei se ainda és aquele menino de olhar perdido que eu conheci há quinze meses e que eu insisto em pensar que não mudou. Mudaste. Mudas todos os dias. Gosto da tua inconstância, mas não podes chegar a um ponto e ficar lá, sem grandes variações? Cansa acompanhar te, tu não páras! Como não és igual todos os dias, nunca sei se este é um dia sim ou um dia não, se hoje me vais fazer sorrir ou chorar, se vais mandar mensagem de boa noite e de bom dia ou se não vou ter notícias tuas. Estavas tão perfeito agora, não podias parar um bocadinho, só por uns dias? Tu pensas que podes continuar a brincar, comigo e connosco, mas não é bem assim. Sabes que eu sou paciente, mas se rebentar, rebento mesmo.

Queria poder continuar a escrever a nossa história, se ela já não tivesse um ponto final.

sessenta e nove.

"Prometes que nunca te vais chatear comigo por parvoíces e que vais estar sempre ao meu lado, prometes?"
"Prometo, conta sempre comigo."


Não te esqueças do que prometeste.

28.6.10

sessenta e oito.

We're one but we're not the same.
Well we hurt each other, then we do it again.
And I can't be holding on to what you got 
Cause all you got is hurt.

27.6.10

sessenta e sete.

Gosto de ti porque não és como a maioria dos rapazes, que apenas quer todas as raparigas aos seus pés, para as comer e ir contar aos amigos.
Gosto de ti porque apesar de fazeres muitas asneiras sabes reconhecer que erras.
Gosto de ti porque quando pressionado não mostras o teu lado fraco. Aliás, não to conheço, és uma das pessoas mais duras que eu conheço. Contudo, não te devem julgar pelo teu ar de menino com o qual está sempre tudo bem, porque apesar de seres muito duro não és de ferro, e apesar de seres corajoso não és muito seguro de ti próprio.
Gosto de ti porque apesar de não acreditares que consegues, consegues sempre.
Gosto de ti porque tens a capacidade de mostrar o teu pior e o teu melhor em segundos.
Gosto de ti porque não és constante, prevísivel nem certo.
Gosto de ti porque tens um cabelo ondulado perfeito e um sorriso do tamanho do mundo.
Gosto de ti porque és atraente. Não é só fisicamente, entende-me. Tens uma personalidade forte e aquela pontinha de arrogância que, como já disse 1001 vezes, eu adoro em ti.
Gosto de ti porque não gostas de dar a entender que te preocupas mais com os outros do que contigo mesmo. Gostas de agradar a toda a gente e consegues saber o que os outros estão a sentir; e mesmo que por vezes queiras mostrar que isso não te interessa, por dentro sentes-te culpado por não ter feito nada para ajudar.
Gosto de ti porque me pões um sorriso enorme na cara sempre que dizes "Fico feliz por ainda falares comigo depois da merda toda que eu fiz."
Gosto de ti porque és indeciso. És do tipo de pessoas que gosta que sejam os outros a decidir, que nunca sabem muito bem o que querem ou porque o querem. E como não gostas de te justificar, escolhes sempre o caminho mais óbvio e de menor resistência.
Gosto de ti porque quase toda a gente gosta de ti. És popular.
Gosto de ti porque és incisivo e objectivo. Tens objectivos bem definidos e nada te abala. És capaz de passar por todos para os conseguir. Nem sempre isso é bom, mas pelo menos és lutador.
Gosto de ti porque me perdoas tudo, mesmo que o resto do mundo me vire as costas.
Gosto de ti porque me prometes que, mesmo que eu vá, vais ficar sempre à minha espera.
Gosto de ti porque, apesar de seres inseguro, transmites-me segurança.
Gosto de ti porque sempre que penso em ti só me apetece dar-te um abraço. Não sei se sabes mas eu adoro abraços, adoro mesmo.
Gosto de ti porque gosto de acordar com as tuas mensagens de bom dia e adormecer com as tuas mensagens de boa noite.
Gosto de ti porque nunca me deste confiança a mais. Nunca confiaste em mim sem reservas.
Gosto de ti porque és reservado.
Gosto de ti porque sem ti o meu mundo desmorona-se e cai. Sem ti fica tudo vazio para mim, e mesmo que tenha o mundo inteiro à minha volta sinto-me sozinha.
Gosto de ti simplesmente porque é de ti que eu gosto de gostar.

Gosto de ti.

26.6.10

sessenta e seis.

Desculpa, pequenino. Desculpa por ter sido demasiado incisiva, sincera e imatura. Desculpa por não te ter dado espaço e te ter exigido bem mais do que exigiria a qualquer outra pessoa. Só o fiz porque sei que tu tens muito mais para dar do que se pode entender pelo teu ar de durão. Desculpa por te ter chateado tanto. Desculpa as cenas de ciúmes, fúria ou choro. Desculpa as vezes que te afastei e depois pedi para voltares. Desculpa por te ter feito sentir culpado das tantas besteiras das quais a culpa é unicamente minha. Desculpa, pequenino. Ganhei o vício de te chamar pequenino e acho engraçado, espero que não te importes. Mas se te importas, desculpa também por te chamar pequenino. Desculpa. Desculpas?


E desculpa por pedir desculpa.

24.6.10

sessenta e cinco.

Sinto um arrepio. Julgo ouvir o som do mar a bater nas rochas, os meus pés a caminhar sobre a areia e a brisa marinha a trespassar me a cara, o peito, a alma. Parece uma baboseira dizer isto, não há praia há minha beira e o mar encontra-se a quilómetros de distância. Nunca to disse mas sempre gostei do mar, sabes? Da serenidade transmitida sempre que o olho, da sua linda cor azul, do cheiro da maresia e do peixe acabado de pescar. Deito me na relva outrora verde e olho o céu. Não está limpo mas por entre as muitas nuvens consigo ver um azul bonito. Não é o azul do mar mas pelo menos é azul, é bonito. Fico a olhá-lo. É mesmo bonito o céu, é azul. Faz me lembrar o elástico de cabelo que te dei um dia, que era azul, de um azul bonito. Sorrio. A minha alma está feliz, viu o azul mais uma vez. Contudo, sinto a apertada e um arrepio percorre me novamente. Tento chorar mas não consigo, aliás nunca sou capaz de o fazer. Tento perdoar te mas é impossível. Impossível, uma palavra que eu nunca usava. Agora faço muitas coisas que não fazia antes. Deixaste me sozinha e nem olhas te para trás quando te pedi que ficasses, que não partisses. Gritei te que te amava. Menti. Vai para além de amar, acredita. Mas tu, tu deixaste me, partiste, voaste. Ganhaste as asas que tanto querias, desde que me lembro de ti. Volto a olhar o céu. O pôr-do-sol é tão bonito. Concentro me nele. Tu sempre foste o belo, eu sempre invejei a tua beleza. Olho o céu, já não está azul. Tingiu-se de laranja, a tua cor preferida. Faz-me lembrar outro elástico que te dei, dessa mesma cor, um que tu usaste no pulso até eu te pedir que o tirasses pois já não fazia sentido. Ele já não te fazia lembrares de mim. Quero partir, quero seguir-te, quero amar-te. Nunca preferi viver à beira dos pássaros, sempre desejei desperdiçar a minha vida por desejar ter asas. Sempre quis voar.
O mar fica lá longe mas eu continuo a ouvir o seu bater nas rochas, o meu som predilecto. Já não vejo o azul do céu. Será que o mar ainda é azul? Preciso de o ver, tenho saudades. Parto em direcção ao céu, que se tingiu da tua cor favorita roubando a minha, tal como tu me tingiste da tua vida levando o que da minha sobrava. Olho em frente, para um campo que já não é verde, já não é nada. Afasto me. Estou a voar. Vou pintar o céu da cor do teu sorriso. Vou ao mar, ver os peixes e nadar. Tinha saudades de voar assim. Era importante para mim voar antes de te conhecer, era importante o mar, era importante viver. Agora sabes a minha conclusão, a mais importante de todas? Descobri que amo tudo isto mais do que tu algum dia me amarás a mim. Apesar da tua beleza que eu tanto invejo e que nao possuo, eu tenho uma qualidade que tu não tens, mais importante que a se ser belo, mais importante que tudo o resto. Sei dar valor às pequenas coisas, sei arrepender me dos meus erros, sei mudar e melhorar.

E sei amar.

22.6.10

sessenta e quatro.

Estou a odiar-me tanto que não sei como me vou desculpar.

21.6.10

sessenta e três.

"Quem fez a distância não sabe o que é a saudade."

20.6.10

sessenta e dois.

Meu amor,
Tens de ouvir as coisas exactamente como elas são. És um fraco e um desistente. És. Mas podes corrigi-lo. Olha para mim. Sempre lutei por ti, por nós, sempre dei tudo por tudo, nunca desisti, e sempre que deitei a toalha ao chão ela nunca ficou lá por mais de cinco minutos. Tu tens de ser assim, meu amor, tens mesmo. Se ela é a tua princesa, se é ela a mulher da tua vida, luta. Luta por ela, fá-la feliz, e acima de tudo faz-te feliz! Se gostas dela, porquê escondê-lo? Se é com ela que te deitas no pensamento, se ela é a primeira coisa que vem a tua mente quando acordas, se é com ela que sonhas mesmo quando não estás a dormir, achas que há volta a dar? Ela é a menina do teu coração, mas se não deres tudo por ela nunca vais ser capaz de provar que todo o teu amor é sincero e que ela ficava bem contigo, e não com o outro. Preocupa-te contigo. Não tens de fazer os outros aceitar a tua felicidade, tens é de ser tu próprio a aceitar a tua felicidade e aceitar que por vezes é necessário preocuparmo-nos connosco mais do que com os outros. Não tentes mais esquecê-la, porque não vale a pena. Pára de desistir dela, achas que vai resultar? Estás farto de desistir e onde é que isso te levou? A lado nenhum. Acho que o teu maior receio é não seres suficientemente bom para ela, não conseguires ser melhor do que os outros que ela já teve. Além disso tens medo também de ouvir um "Não". Mas não perdes nada em tentar, não perdes mesmo nada, nem a amizade dela. Como ela diz, é muito pegada às pessoas e está sempre lá para todos, por isso mesmo que não resultem como namorados ou amantes, amigos não vão deixar de ser. Tenta, pequenino. Tenta que ela queira ser tua. Aliás, ela já é tua, a tua princesa. Mostra lhe então que ela será mais feliz como tua princesa, e não como princesa de outro qualquer.

E se ela te perguntar porque te haveria de escolher a ti, responde:
 "Porque eu pertenço-te desde o ínicio." (...)

(Depois da nossa história, este foi o meu post mais sincero, sem dúvida. Desejo-te as maiores felicidades com ela, pequenino, porque tu mereces ser feliz.)

sessenta e um.

Fica comigo esta noite. Não vás. Fica comigo esta noite, vá lá! Quem sabe se esta não é a noite das nossas vidas? A noite em que descobrimos mesmo quem somos e o que queremos de nós, dos outros, da vida! A noite de todas as decisões importantes, tomadas em conjunto. Anda, fica comigo só mais esta noite, não vás já. Não me voltes já as costas como se fosse para sempre, como se nunca mais me quisesses ver. Fica, eu sei que também queres. Não queres?! Entra no meu jogo só mais esta vez e fica. Diz que ficas, que não te vais já embora, que não vais bater com a porta da tua vida na minha cara. Não hoje, por favor. Hoje preciso que fiques comigo. Só mais uma vez. Mais uma noite. Dou-te tudo: o meu porta-chaves preferido, a minha bola de sonho, a liberdade que tanto anseias, dou-te a vida, mas não olhes para mim com esses olhos. Não com esses teus olhos que não são castanhos, não são nada, e que me dizem que estás prestes a ir quando queres ficar. Eu sei que queres. Eu quero. E quero que tu queiras, por favor. Fica, uma noite é tudo o que preciso para seguir em frente. Uma noite, esta noite, é tudo o que eu preciso para te dizer que te adoro, que não quero que me vedes o acesso à tua vida, mesmo que seja um caminho tortuoso e já não possa entrar pela porta principal e instalar-me no salão grande do teu coração. Deixa-me só entrar um bocadinho na tua vida, mesmo que seja pela porta dos fundos ou por uma janela qualquer, mesmo que eu já não seja a tua princesa. Não me deixes já. Deixa-te ficar comigo, há tantas coisas que não fizemos ainda. Vamos fazer esta noite. Vamos para o jardim, olhar o céu e as estrelas, mas com outros olhos: os olhos da última noite. Os teus, que não são castanhos, não são nada, e os meus, que sempre se cruzaram com os teus e que tu não queres mais. Fica comigo só mais esta noite e prometo que acabaram as promessas, as que fiz e não cumpri. Desculpa. Vais fazer-me falta, eu sei. Já fazes e ainda estás aqui! Por isso não vás já! Anda, esta vai ser a nossa última noite juntos, vamos aproveitá-la. Já decidi, vou mesmo dizer-te tudo o que nunca te disse e sempre te quis contar. Até mesmo que quase te rasguei a camisola… e o coração. Eu sei, eu sei que a culpa é minha, mas não vás já. E perdoa-me. Fica comigo esta noite, a última, já prometi, e vou dizer-te o quanto gosto do teu sorriso e como ele me faz sentir pequenina e protegida. Mas eu prometo também (e esta é mesmo a última promessa) que não te prendo mais. Amanhã de manhã podes ir, podes voltar-me as costas como se não me quisesses ver mais, rasgar todos os textos, apagar me da tua vida, podes nunca mais me perdoar por ter esperado tanto (demais!) a ir-me embora. Amanhã de manhã tudo vai estar acabado: os planos, as ideias, os sonhos, as palavras, as mentiras. Amanhã de manhã vou suportar melhor porque vou saber que fiz tudo o que podia ter feito, mesmo que esteja tudo fora do lugar na minha vida, mesmo que continue a haver espaço para ti. Mas esta noite não; esta noite (e só mais esta) fica comigo.

sessenta.

What do you feel when you look in the mirror?


Are you proud?

cinquenta e nove.

Não posso esperar por ti eternamente quando sinceramente nem tu nem eu acreditamos que isto vá dar em alguma coisa. Por isso meu bem, se partir para outra, espero que não leves a mal. Amo-te do mesmo jeito, e vou amar-te sempre. Simplesmente há um mundo inteiro fora de ti, e esse mundo tem mais a dar-me do que tu, que não me queres, não me respeitas e não lutas. Aqui a desistente nunca serei eu, mas sim tu.

És a única canção que o meu coração vai cantar, sempre.

18.6.10

cinquenta e oito.

"Não imaginas as vezes que já pensei num possível beijo. Aquele que nunca aconteceu. Mas que sempre que o imagino, sinto borboletas na barriga. É impressionante o tempo que eu passo a gostar de ti, o tempo aliado à distância e a tudo o que se interfere no meio. Nunca te dei um abraço e sinto inveja de quem tos pode dar a qualquer hora. Tenho inveja daqueles que têm a tua atenção, não como amigo mas como algo mais. Gostava que olhasses para mim daquela forma, especial. Não imaginas o quanto tenho que me aguentar para não te dizer o que sinto mas acho que após este tempo todo, já não vale a pena. Às vezes, confundes-me. Dizes coisas que eu nunca pensei que dissesses ou que quisesses dizer mas por um lado fico feliz. Tantos foram os dias que eu pensei no teu sorriso, no teu jeito, simples e tímido, que eu adoro. No brilho dos teus olhos quando sorris, cheia de vergonha e o sorriso de quando fazes alguma coisa que te embaraça. Podia continuar a enumerar tudo o que eu sei de ti sem tu saberes mas é escusado. Gosto de ti. Já procurei tantos de ti e nunca encontro ninguém. Isto porque ninguém se assemelha a ti, és único e o quanto eu queria que fosses meu (…) . Mas vou continuar a amar-te, sozinha."


Acho que nunca li um texto que se identificasse tanto com aquilo que sinto.

16.6.10

cinquenta e sete.

É sempre o mesmo. Amar-te já se tornou um ritual assim como perder-te. O teu silêncio é uma constante e o meu também se tornou parte do meu dia a dia. Já não há sorrisos, nem surpresas, nem segredos, nada para quebrar esta monotonia a que insisto em apelidar de vida. Já te vi partir tantas vezes, já me vi deixar te tantas vezes, sempre a jurar que era para sempre. Desta vez pelos vistos é diferente. Parece que vou cumprir a promessa, acabou mesmo. Tu não voltas, e eu já não tenho forças para te ir buscar.


Todos os dias dói sempre mais um bocadinho.

cinquenta e seis.

És a pessoa mais insegura que conheço. Ou pelo menos fazes por aparentá-lo. Não sei se fazes de propósito ou se tens mesmo uma necessidade protecção constante. Porque se é isso que acontece, eu posso continuar a proteger-te como sempre fiz, pequenino. Mas não sejas tão inseguro, não tens razões para isso. Até porque essa tua insegurança dá-me cabo da cabeça, torna-te imprevísivel. Não gosto de rotinas, tu sabes (ou devias saber), mas gosto de saber com o que contar. E de ti não sei nada. Mudas todos os dias, falas coisas diferentes todos os dias, comportas-te de maneira desigual todos os dias. Todos. Tenho medo de falar contigo, por isso. Não sei se estás num dia bom, num dia mau, se é um daqueles dias que não podes ver à frente ou se é um dos poucos em que me queres na tua vida. Não sei. Vens, vais. Chegas, partes. Avanças, recuas. Não podes simplesmente ficar parado aqui, sem fugir de mim?

E não podes vir, e ficar para sempre?


(Disse que ia deixar de publicar aqui mas não posso. Não posso deixar o meu cantinho ao abandono, esta cantinho que tanto me protege, que é meu e só meu. E além de não poder, não quero.)

15.6.10

cinquenta e cinco.

"Ora bem. É dia 14 de Junho de 2010 e são 1h08. Como mais uma vez não consigo dormir vou escrever a nossa história. Talvez ta dê a ler, não sei. Duvido que a leias mas não custa nada tentar.
Bem, como já referi são 1h08. É tarde e mesmo assim não consigo dormir. Tenho exame de biologia daqui a três dias e ainda não toquei nos livros, melhor, nas 700 páginas que devo estudar. Podia estar a lê-las agora, mas não. Apetece-me ficar a fazer o que faço todas as noites: pensar em ti. Porque não é só hoje que não consigo adormecer. É todas as noites o mesmo. E porquê? Tu sabes a resposta.
A nossa história, hein?! Vamos lá então.
15 de Março de 2009. Domingo de Taça Coca Cola em Viseu. Primeira mensagem, do Daniel para a Jéssica. Tudo começou aqui. Bem, precisamos de recuar um bocadinho atrás para perceber a origem desta mensagem.
Na semana que antecedeu a Taça Coca Cola as equipas que iriam representar a escola neste torneio andavam muito atarefadas a tentar inscrever-se. Sim, somos daqueles que deixamos tudo para a última da hora, sabes bem. Um dos impressos a preencher era um que incluía os nomes dos jogadores numa tabela, referindo qual seria o número que iriam utilizar durante o torneio. Tu, como me deste a entender logo de inicio, apreciavas o número 10 e a mística em torno dele. Eu, por razoes mais sentimentais, gostava do 8. Passou se que na tua equipa não eras o único a querer vestir a camisola do organizador de jogo e, como tal, tu ou o teu companheiro teriam de ceder e escolher outro número. E foi assim que nos conhecemos. Um amigo meu (acho que era o Dani, mas já não tenho a certeza) encontrava-se a preencher os papéis à minha beira, quando apareceste tu. Gostei logo de ti. Cabelo ondulado, olhar perdido de menino inocente, sorriso bonito e sincero. Não é que nunca te tivesse visto, simplesmente nunca tinha reparado a sério em ti. Estou a visualizar toda a cena agora, lembro me de todos os pormenores e até sei qual era a mesa onde estávamos sentados. Quando o Dani te perguntou qual querias que fosse o teu número e tu respondeste “10”, ele disse que não dava. E eu interferi sugerindo “Fica com o 8, é o meu número.” E foi este o nosso começo.
Como houve muitas equipas nesta edição da Taça Coca Cola o torneio teve de ser dividido em dois dias, sendo que a tua equipa competiu no sábado e a minha no domingo. Domingo, então, depois de um dia intenso e animado, recebi uma mensagem de um número desconhecido com um simples “Olá”. Começamos então a conversar, sobre a prova, inicialmente, e depois sobre nós. Contaste-me que a tua equipa tinha ganho um jogo e perdido outro, e que aquele que tinham ganho tinha sido por 1.0. E quem tinha sido o autor do golo? Tu, sim. Eu respondi te “Foi do numero, era uma grande responsabilidade.” E tu: “Eu sei, e o golo foi para ti.”. E se estás a achar que isto é tudo treta, não é. Lembro me desta conversa porque foi a primeira, e porque senti que eras especial. (E fora esta conversa, lembro me de 90 por cento das nossas outras conversas. Memória fotográfica.)
A partir deste dia, e no mês que se seguiu, falámos praticamente todos os dias. Falávamos de tudo. De ti, de mim, de nós, do futebol e do ping pong (nesta altura jogávamos ping pong um contra o outro, e a nossa primeira conversa no hi5 foi acerca disso), das tuas conquistas e dos meus objectivos. Falávamos de tudo virtualmente, porque pessoalmente parecia que nem nos conhecíamos (talvez porque tinhas vergonha de me conheceres, talvez porque tinhas vergonha dos outros saberem que me conhecias (…)).
Entretanto chegaram as férias da Páscoa. Na primeira semana, eu fui para a Serra da Estrela, tudo por causa de ter escrito um textito qualquer para os Jovens Repórteres para o Ambiente e eles terem achado que eu era uma das vencedoras que merecia uma semana a relatar acontecimentos ambientais e a conviver com pessoas de todos os cantos do país. Ao inicio pensei que aquilo seria uma semana perdida, uma autentica seca. Mas não, essa semana revelou se uma das melhores da minha curta existência. Éramos 16, entre os 15 e os 18 anos, super diferentes mas super divertidos. Foi fantástico o convívio, as tardes na conversa, as quase directas todas as noites, a discoteca de Gouveia, a diversão, a diversão, a diversão. Contudo houve também trabalho, e confesso que isso não foi um dos pontos fracos da nossa aventura, antes pelo contrário. Os trabalhos, a escrita das entrevistas, as foto reportagens, eram feitas no computador, como é óbvio, pelo que era nessa altura que nós mais falávamos, via MSN. Claro que mantinha contacto contigo durante o dia já que tu nessa altura fazias questão de me enviar aquilo que eu mais gosto de receber: uma mensagem de bom dia. Mas eu andava ocupada a fazer novas amizades e deixei de falar tanto contigo. Foi aqui que eu me comecei a apaixonar por ti. A ausência da tua imagem, do teu sorriso, das tuas palavras, provocou em mim um efeito, a saudade, que só ocorre numa situação: quando eu gosto de alguém. E foi mesmo isto que eu te disse. Não por estas palavras. Disse te apenas “Acho que estou a começar a gostar de ti.”, sim, exactamente assim. E se quiseres até te digo qual foi o dia. 2 de Abril, uma quinta feira. Nesse dia começaste a falar me mal, a ignorar me, a responder a tudo “ok” ou “ta bem”, e no dia a seguir não mandaste mensagem. Dia 4, sábado, era o meu último dia na Serra da Estrela, pelo que a noite anterior era de festa. Bebi, dancei (muito, mesmo muito), atirei me a outros. Tudo para saíres da minha cabeça. E por uma noite, ou pelo menos durante umas horas, o meu objectivo foi cumprido.
Sim, agora que vês o tempo deves estar a pensar: “Fds, esta gaja apaixona-se rápido.”. Se calhar tens razão, mas como muito bem pensas, apaixono me rápido, não começo a amar tão rápido assim. Demorei mais algumas semanas a começar a amar-te, coisa que só te disse bastante tempo depois. E sim, pelos vistos não foi só uma paixoneta passageira. Se fosse não estava para aqui a escrever. Foi uma paixoneta, que se transformou em amor, e agora em tortura. Sim, tortura, porque isto não tem outro nome.
Vou continuar.
Depois de te ter passado o choque inicial, voltaste a falar comigo. Não como dantes, mas pelo menos falavas. Afastaste-te muito, sabes disso tão bem quanto eu. Tentei então mostrar-te de todas as maneiras que encontrei que o meu sentimento era verdadeiro e que vivia para ele. Foi em vão. Tantas vezes te perguntei o que sentias por mim e nessa altura a tua resposta era sempre a mesma “Não sei.”. E eu perguntava sempre o mesmo “Não é mais do que amizade pois não?”. E a tua resposta era igual de todas as vezes que te fazia esta pergunta “Acho que é mais, mas não tenho a certeza.”. Lembro me perfeitamente de me chatear um sem número de vezes com a Marta por ela falar contigo sobre mim, sem eu querer que ninguém se metesse na minha vida. Uma vez ela perguntou te “Tu gostas dela?” e tu respondeste “Não posso gostar de alguém que nem me fala quando me vê”. Pois bem, se fosse eu a ter tido esta conversa contigo a minha resposta seria a mesma que agora te dava caso me dissesses isso: “Fode-te mais os teus joguinhos, porque és tu quem não me dá oportunidade de chegar até ti, és tu quem ignora todas as súplicas que eu faço para termos uma conversa. És tu e só tu que nunca quis que isto resultasse, não eu.”
Começaram, nesta fase, as nossas discussões. Ao inicio eram pequenas e ficava sempre tudo bem. Mais tarde o discurso começou a ser mais agressivo e a deixar marcas. Sabes, foste o único rapaz por quem senti ciúmes. Muitos ciúmes. Custava me ver te com a (…), todos queridos e tal. Custava me entrar no hi5 dela e ver comentários teus, em letras grandes a dizer “ÉS TÃO LINDA, AMO TE”, tu que nunca me disseste “gosto de ti”.
Mas as nossas discussões não eram só por causa disto. Aos poucos foste te apercebendo que eu gostava mesmo de ti, que isto não era apenas uma panca. E começaste a usar isso em teu proveito. Tornaste te o interesseiro que eu nunca tinha visto, o rapaz aproveitador, sem escrúpulos, que eu nunca imaginei que pudesses ser. E eu, burra, deixei me manipular. Fazia tudo por ti. Todos os trabalhos, tudo. Bastava tu pedires e eu, como se fosse uma marioneta, cedia aos teus caprichos. BURRA. Queres que dê só alguns exemplos? Ora bem: texto do teu ultimo teste de francês (e eu, que já nem me lembrava do que era francês, fui rever todos os conteúdos e formas verbais à internet para não dar erros), currículo em francês, ensaio de filosofia (não fiz ensaio para mim mas mais tarde vim a fazê-lo para ti), troca de versões no teste intermédio de física e química do ano passado onde quase ias ficando com o teste anulado, ficha de leitura de português, etc, etc, etc. Fui mesmo idiota.
Recordo um episódio onde me senti bastante parva. Fui dormir a casa da Margarida. Era uma festa qualquer em Rio de Moinhos e pedi te para vires ter comigo. Tu disseste que sim, claro que ias. Depois arranjaste uma carrada de desculpas do género “Não posso ir porque a minha irmã não vai” e blá blá. No dia seguinte pedi te para vires ter comigo, irmos dar uma volta e assim. Nem respondeste.
Medas. Fingiste que nem me conhecias, é a única coisa que tenho a assinalar. Isso e o facto e te ter mandado uma mensagem para falarmos e tu teres lido a mensagem à minha frente e nem sequer teres dito uma palavra. Adiante.
Chegámos ao Verão. Foi aqui que aconteceram as nossas maiores discussões. Lembro me de uma a 13 de Julho, estava eu em Vieira de Leiria. Lembro me de outra a 21 de Agosto. Sim, memorizei datas, nem sei como, nem porquê. Lembro me da montanha de mensagens que te enviei e das quais não obtive resposta. Lembro me tim tim por tim tim de algumas dessas mensagens (e aqui não é só a memoria fotográfica a trabalhar mas também o facto de ter lido essas mensagens, no mínimo, um milhão de vezes). Lembro me de chorar no ombro de outro numa noite em que eu e tu tínhamos tido uma discussão mesmo feia, lembro me de estar com um bronze lindíssimo e tu não me teres sequer chegado a ver, lembro me das vezes que pensei em pedir transferência para outra escola para não ter mais de olhar para a tua cara todos os dias (sim, sou fraca), lembro me de tanta coisa. Lembro me de ter saudades, isso é do que mais me lembro.
Sinceramente não tenho grandes recordações do nosso primeiro período de aulas deste ano. Não me lembro de falarmos, de discutirmos muito nem pouco. Lembro me só de me teres pedido uma ficha de leitura a português e nos termos tratado mal. Sei que o Alexandre me ia fazendo chegar algumas novidades sobre ti. Foi nesta altura que descobri quem te tinha tentado comer (não sei se não comeu mas pronto), e foi também aqui que soube que a lindinha gostava de ti (estou a tentar não referir nomes $:). Quando cá vieram os checos e as polacas houve uma noite cultural, tipo um sarau. Sei que vos vi juntos nessa noite no Gota, a ti e à outra. Perguntei te se tinham curtido e tu disseste me que não. Mais tarde disseste me que sim. Há pouco tempo disseste que não outra vez. Tu lá sabes.
Duas semanas antes das férias de Natal decidi afastar-me completamente de ti. Deixei de mandar mensagens, de falar-te no msn, apaguei o teu hi5 para não ter de ver aqueles comentários que eu tanto odiava; em resumo, caguei para ti, totalmente. Sabes, foram duas semanas difíceis, mas de paz. Nas férias foste tu quem começou a meter conversa comigo, pelo msn. Ias mandando um “Olá” inocente de vez em quando e eras tu quem puxava a conversa. Fiz te conhecer a minha indiferença, deixei que fosses tu a decidir se ficávamos como estávamos ou se tentávamos a amizade. Escolheste a amizade (aparentemente).
Disseste me vezes sem conta que querias ser meu amigo. Eu respondi te vezes sem conta que eu queria mais do que isso e que portanto ficávamos como estávamos, ou seja, nem amigos nem mais do que isso.
Ao longo do segundo período a tua atitude foi mudando. Sentiste que já me tinhas outra vez e, como tal, afastaste-te. Sim, meu bem, foi só uma confirmação do que eu já sabia: queres todas as gajas do mundo aos teus pés porque, para ti, cada uma simboliza apenas uma conquista e nada mais. O teu interesseirismo voltou à acção. Como já disse, depois de me sentires por perto outra vez afastaste-te. Um dia mandaste me uma mensagem a perguntar se eu te podia arranjar o resumo de um livro para português. Eu mandei te foder. No dia a seguir vejo a Paty a vir ao teu encontro com um livro e o seu resumo na mão. Adorei esse teu gesto. Foi do tipo: “Se uma não dá, arranjo-me com a outra.”
Passaram as férias da Páscoa e nós mal falamos. Esperei por ti, por uma mensagem tua e ela não veio. Péssimas férias.
Chegou então o terceiro período e com ele a visita de estudo. Acho que não há muito a dizer dessa visita. Basicamente todos os teus amigos se deram bem comigo, me falaram, se sentaram à minha beira. E tu nem me dirigiste a palavra, ignoraste completamente que eu estava lá. Mas tudo bem, é a tua vida. Mais tarde admitiste me que tinha sido assim porque há uma certa estranheza em falares comigo por causa de eu ter gostado de ti. Tudo bem, se não enfrentas isso, eu não posso fazer nada.
Pmate. Acho que foi aqui que eu perdi a vergonha de falar contigo. Como tu bem sabes, eu, a Cláudia, a Tânia e a Maria João (na verdade mais eu e a Maria João) viemos a viagem toda de Aveiro para o Sátão a analisar te e a apreciar-te. E sim meu bem, és dos rapazes mais bem feitinhos que a nossa escola tem o prazer de ter. Durante a viagem eu viro me para a Maria João e digo “Vou lhe dizer o que nós estamos para aqui a falar.”. E ela “Não és capaz.”. Virei me então para ti e disse “Olha Daniel, nós estivemos te aqui a apreciar e achamos que tu és muito giro, que tens um rabo fantástico e uma barriga que faz delirar. Não fiques convencido e já te podes virar para a frente.”. Tu respondeste “O quê? Não percebi nada.”. E eu lá repeti. Chegámos à escola e tu foste te sentar no palco, com uma cara mal humorada. Eu sentei me à tua beira e disse “Ri-te porque tens um sorriso bonito.”. Acho que nesse dia pensaste que eu tinha perdido o juízo por estar a falar tão abertamente contigo. Mas pronto.
No dia seguinte tive teste a matemática. Trouxe quase todas as perguntas numa folha de rascunho e dei-tas. Estavas de calções da Taça Coca-Cola, recordo-me. E eu estava com uma blusa meia transparente, com um padrão leopardo, preta e rosa. (Do que eu me lembro!) Tu perguntaste “Vais já para casa?”. E eu respondi “Posso ficar.”. Fui lanchar contigo e com o Bruno e resolvi te o teste quase todo. Agradeceste me e depois voltaste a perguntar “Vais para casa?”, e eu “Sim”. Nem um obrigado disseste, nem pediste para ficar mais um bocado. A tua única intenção era que eu te ajudasse no teste e depois de teres conseguido isso nada mais importou. É sempre a mesma coisa.
Quando soubeste que eu andava com o (…) afastaste te muito de mim, digas o que dizeres. Tiveste mesmo muito tempo sem dizeres nada, sem me responderes às minhas tentativas de meter conversa. Eu e tu tínhamos entretanto começado a falar pessoalmente, a passar algum tempo numa boa. De um momento para o outro perdemos isso. Lembro me de uma vez estares a jogar ao “sobe e desce” com algum pessoal da minha turma e a Anne me pedir para jogar um jogo na vez dela. Era eu a dar as cartas. Estava toda a gente a rir-se para mim, super simpática, a falar comigo. Quando eu te perguntei quantas cartas querias, tu baixaste o olhar para a mesa, e fizeste me o sinal com a mão. Foi aí que eu vi que não eram macaquinhos na minha cabeça o facto de te teres afastado. Era a realidade.
Acredites ou não, nunca andei com ele para te meter ciúmes. Eu gostava dele, e gosto dele. Mas nós nascemos para ser amigos, e não namorados. Eu gostava dele, mas amava te a ti. No inicio arrisquei, pensei que ao estar com ele o sentimento podia evoluir, porque ele, ao contrário de ti, fazia me feliz. Mas percebi que continuava agarrada a ti, como se fosses uma droga. Sabes quando notei isso? Quando te perguntei “Tens ciúmes quando me vês com ele?” e tu respondeste “Não.”.
Entretanto começaste a falar comigo outra vez, quando não estavas com os teus amigos, porque nessas alturas fingias que eu era transparente, como sempre. Tens vergonha de mim, é isso que eu sinto, é isso que eu sei. Tudo bem.
Há pouco tempo (uma mês, nem tanto) disseste me pela primeira vez “Gosto de ti.”. Fiquei feliz. Fiquei ainda mais feliz quando te perguntei se podíamos falar, só os dois, e tu disseste “Ya.”. Pensei que estavas a brincar mas apercebi me do contrário quando eu ia a entrar na Crissónia e tu a sair e me disseste “Quando quiseres falar diz-me, tá?”. Como estive a ensaiar uma coreografia de dança para apresentar na última aula de educação física, disse te que falávamos no dia seguinte. Nessa noite mandei te uma mensagem a dizer qualquer coisa parecida com isto “Olá meu bem. Hoje foste fofinho por teres aceitado falar comigo. Falamos amanhã se não te importares. Depois se quiseres que eu deixe de te falar é só dizeres, eu não me importo. Vamos encarar esta conversa como uma espécie de despedida. Beijinho, boa noite.” E tu respondeste, exactamente por estas palavras “O que, uma despedida?! Então não falo contigo. Não quero que te afastes.” Esquece, colei ao ler esta mensagem. Pensei que estavas a ser sincero. Como pudeste ser tão mentiroso, como, como? Não compreendo. Depois estivemos a falar e pediste me indirectamente ajuda para o teste de português, e eu ofereci me para te ajudar porque acreditei que desta vez não te estavas a aproximar de mim só por interesse. Antes do teste deste-me as perguntas e eu fiz de tudo para te conseguir responder a elas. De tudo mesmo. Mais tarde, nesse mesmo dia, perguntei-te se poderíamos falar então, depois das 5. Resposta?! Bem que podia esperar por ela. Mais uma vez falhaste. Esquece, confiei tanto em ti, pensei que desta vez estavas a ser verdadeiro mas pelos vistos o que tu querias era apenas aproveitar te de mim, como fazes sempre. Foi a maior desilusão desde que te conheço.
Enviei-te pois mensagens a acabar com tudo o que nem sequer tinha começado, com esta amizade de farsa, com esta merda que eu insisto para que resulte mas que no fundo nunca vai dar em nada, porque sem a tua força de vontade eu não posso fazer milagres.
Sabes, são quase 15 meses. Sabes o que é que eu fiz neste tempo? Lutei por nós. Sabes o que é que tu fizeste? Desististe de nós. É essa a razão que nos leva a estar como estamos, de costas voltadas.
Contei te aqui apenas alguns dos episódios que me lembro. Há infinitos, infinitos! Era capaz de escrever mil e uma páginas com eles. Mas nem estas vais ler, de que vale acrescentar mais? Aliás, se leres isto será um recorde, porque duvido que algum livro que tenhas lido tenha tantas páginas como isto aqui, “a nossa história”.
A Anne e a Catarina dizem que o que mais admiram em mim é o facto de eu conseguir ser sempre muito reservada. Não espalho a minha vida por aí, não confio em quase ninguém, não peço ajuda nem conselhos e sou capaz de estar mal e mesmo assim manter uma aparente felicidade no rosto. Mas também me dizem que isso nem sempre é bom porque guardo tudo para mim e às vezes partilhar e falar sobre as coisas é benéfico. Isto foi basicamente para te dizer que, como deves imaginar, não ando para aí a falar mal de ti. Nunca o fiz, nem vou fazer.
Se leres esta parte significa que leste isto tudo, o que me deixaria muito feliz. Sei que já disse isto um sem número de vezes mas desta vez estou mesmo a falar a sério, o que tu saberás se me conheceres minimamente. Vou me afastar porque tu cagas para mim e não me queres. Vou me afastar porque tu nem sabes que eu existo. Vou me afastar porque estou cansada, tão cansada que nem sei como é que ainda aguento levantar me todos os dias da cama onde nem sequer chego a dormir. Sei agora que não me vale de nada falar contigo, não saímos do mesmo, não somos nada! Mas tu, meu bem, tem calma. Vais me ver mais dois dias, aquando dos exames. Para o ano não vais ter de conviver comigo, de aturar as minhas paranóias, de me ver, de nada! Vais te ver livre de mim e isso já merecia uma festa. Esta foi a única forma que eu achei de me despedir de ti, já que não me dás dez minutos para falar contigo. Porque era apenas isso o que eu pedia. E isso não é nada, tendo em conta o que tu tens de mim, o meu coração.
Amo-te com tudo, amo-te do unico jeito que sei. Pode não ser o melhor, mas é o mais verdadeiro. Mas tu não, como já fizeste questão de me dizer mil e uma vezes. Custava assim tanto dizer "GOSTO DE TI E TU ÉS LINDA" ? Custava teres dito? Agora nunca vais ter oportunidade de o dizer, mesmo que seja mentira.
São 5h12. Estou cansada e desprotegida. Eras um dos meus anjos e nunca estiveste comigo para me protegeres. E não vais estar nunca mais. Acabou."


Resolvi só postar hoje porque é dia 15 de Junho e são 15 meses desde que falamos (falávamos). Ontem resolvi na minha cabeça que te ia afastar e já estou cheia de saudades. Mas 15 meses? Foi tempo a mais.

Acabou, mas amo-te do mesmo jeito.
Sempre.

Promete me que não há mais nós. Agora és tu e eu, separados.

14.6.10

cinquenta e quatro.

Amanhã são 15. 15 meses ao teu lado. E olha para nós agora, diz me o que vês (...)


Muito pouco, eu sei. $:

cinquenta e três.

Ignorante. És um ignorante. Ignoras o que sinto por ti, que é verdadeiro, e se calhar até ignoras o que sentes por mim. Vês o mundo a preto e branco, é esse o teu problema. Ignoras que há mais cores, que há um arco-íris inteiro, cheio das mais variadas tonalidades. Para ti ou é preto, ou é branco. Nem espaço há para o cinzento. Ignoras a vida fora do teu mundo, não gosta de sair do teu caminho, não gostas de variar. Vives uma vida que tu traçaste sem grande interesse, sem grande cuidado. Por isso, por vezes, cometes deslizes, erras. Mas como não queres mudar continuas a ter as mesmas experiências, a viver os mesmos erros. Não aprendes e ignoras que podes aprender, caso queiras. Ignoras quem te quer bem e quem te vê com olhos de ver. Como já te disse inúmeras vezes tu nasceste para dar o teu pior às certas e o melhor às erradas. Mas nas tuas convicções é tudo ao contrário. Não sabes escolher, é a minha opinião. Não te censuro. Optas sempre pelo mais fácil, as meninas bonitas sem nada na cabeça, que não gostam verdadeiramente de ti e que por isso não te chateiam. São elas as princesas do teu coração, não eu, que não sou fútil e me preocupo. Posso não ser a mais gira mas pelo menos sei o que faço, o que quero e o que importa. E tu ignoras isso. Ignoras até quando me fazes feliz ou quando me deixas triste. Gosto do teu jeito de ser, bem sabes. Até gosto da tua pequenina ponta de arrogância que te dá a piada toda! Odeio o teu interesseirismo e a tua falta de segurança, odeio que saibas sempre dar me a volta. Ignoras como mas sabes sempre dar me a volta, sabias? Quando me dizes “gosto de ti”, quando finges não te importar com as outras ou quando me tratas pelo meu nome, Jéssica, dás me sempre a volta, sempre. Mas fazes isso por instinto porque até agora ignoravas que era desta maneira que eu caía sempre aos teus pés. Não sabes mesmo nada de nada. Até o que está à vista de todo o mundo não é perceptível aos teus olhos. Eu amo-te, tanto, e tu nem entendes a dimensão deste amor, quando toda a gente repara nele. Até isso ignoras, até isso meu bem! És um ignorante, sem dúvida. E ainda por cima ignoras o quão ignorante és.


Não ignores mais que te amo porque é obvio.
Queres uma prova? Amo-te.


cinquenta e dois.

"Se me perguntasses se eu queria que tu fosses o que achas que eu respondia? Claro que não queria mas eu sei que te faço muito mal."
Não sei se é só conversa, mas fiquei com um sorriso na cara. Não sei se é verdade ou não mas disseste que me querias aqui, pela primeira vez.

12.6.10

cinquenta e um.

Passo os dias a fingir que sou feliz sem notícias tuas.
E finjo tão bem que ninguém repara.
Nem tu.

cinquenta.

Que coração enorme, meu bem. Cabem lá todas. $:

quarenta e nove.

Para mim, está feito. Este é o meu canto, e vai permanecer o meu canto. E independentemente de eu continuar ou não a escrever, vou desistir de ti, tal como já devia ter desistido há muito tempo. Vou continuar a vir aqui, desabafar, porque sinto necessidade disso. Mas se pensas que isso é porque tenho esperanças em relação a ti, em relação a nós, enganas-te. Agora sei, foi tudo tempo perdido. TEMPO PERDIDO. Não vou querer ouvir mais falar de saudades, nem das minhas, nem das tuas. Escusas de vires com as típicas conversas do "Não queria que isto acabasse assim, não te afastes.". A minha resposta vai ser o silêncio, não me importa se sentes ou não a minha falta.

Sabes, meu bem, o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

quarenta e oito.

Continuo a verificar o telemovél, à espera da resposta que quero, e não chega.


São 2h21 e vai ser outra daquelas noites.

11.6.10

quarenta e sete.

Eu aguento isto, estou tão habituada a ter me sem ti que, sinceramente, não sei até que ponto posso sentir mais ou menos falta tua. Acho que cheguei a uma altura em que a saudade não avança, não recua, não diminui nem aumenta. Apenas fica lá, a equilibrar a balança. Eu estou habituada a viver sem ti, e aos poucos aprendi a não me abater, a voltar a sorrir, a não chorar sempre que te vejo. Eu aguento. A questão é: será que tu aguentas?

Gostaria de acreditar que também sentes a minha falta. $:

quarenta e seis.

A pessoa certa. A pessoa certa não é a mesma para mim e para os outros. A pessoa certa não tem de ser a mais bonita, a mais querida ou a mais inteligente. Não tem de ser aquela que manda as mensagens mais sentidas, que diz as mais lindas palavras e que nos jura amor eterno. A pessoa certa é aquela que está connosco, independentemente do que acontecer, é a que nos agarra a mão nas noites mal passadas e nos sorri sinceramente nos dias mais felizes. É a que se preocupa quando vê uma pequena lágrima no canto do olho, é a que tem a capacidade de mover montanhas para mostrar que todo o sentimento é verdadeiro, é a que é capaz de dizer aos amigos "Estás a ver aquela ali? É a tal.", sem vergonha nenhuma. A pessoa certa é simplesmente a pessoa certa. Só isso.

Tu foste a pessoa certa. Agora és só mais um.

quarenta e cinco.

Às vezes pensamos que o silêncio é o sinónimo do acabar de tudo, do fim. Pensamos que quando se deixam de ouvir sons, ruídos, vozes, o mundo vai acabar e nem vamos ter tempo de dizer adeus. Mas o silêncio, ao contrário do que nós pensamos, é tudo menos o fim, é tudo menos silêncio. Se soubermos escutá-lo, o silêncio diz-nos tudo, mesmo aquilo que não queremos ouvir; e ao escutarmos claramente, neste silêncio impenetrável, os nossos medos, frustações e desejos, encontramo-nos para fazer do fim um início. Se deixares de ouvir a minha voz não te preocupes, então. Devo estar demasiado ocupada para falar, é só isso. Demasiado ocupada a pensar em ti. Mas, apesar de não me ouvires a mim, deixa-te ficar aqui, no silêncio. Não vás embora. Escuta este silêncio, ouve o meu coração, que, como tudo o resto, se encontra assim, silencioso. Sim, porque a sua batida não é perceptível, já que tu me matas e acabas com ele, todos os dias.

Continua a ouvi-lo, com mais atenção. Amo-te.

10.6.10

quarenta e quatro.

Se te dei tantas oportunidades foi porque, ao contrário de ti, eu pensei que pudesse dar certo. Pensei mesmo. Mas tu, com esse cabelo perfeito e esse sorriso cativante, tu, menino de tantos amores e de amor nenhum, nunca acreditaste em mim, nunca acreditaste em nós. E sabes, durante muito tempo (tempo a mais, agora sei), julguei que a culpa de estarmos como estávamos era minha. Sim, minha, demasiado feia, demasiado dura, demasiado verdadeira. Agora sei que não é bem assim. A culpa de estarmos assim é tua, sempre tão inconstante e imaturo, incapaz de te prenderes à minha segurança e rebeldia. Foste tu quem estragou sempre os momentos, foste tu quem nunca soube o que era sinceridade, foste tu quem sempre me quis fora. Fui eu quem passou as noites em claro, fui eu quem passou fins de semana sem sair da cama, a chorar, fui eu quem deu tudo por tudo, quem amou da maneira mais verdadeira, quem quis que isto realmente resultasse. Visto isto, se calhar, não será assim tão dificil ver de quem é a culpa. Não que isso importe. Mas pelo menos, se perceberes que erraste, podes sempre pedir desculpa.

Desculpa se investi demais nisto.

9.6.10

quarenta e três.

Disseste que não me querias perder, que eu era o melhor de ti, disseste? Disseste que eu era a tua garota preferida, que precisavas de mim, que me querias contigo? Disseste que sem mim a tua vida não seria mais vida, que se eu fosse embora o teu coração se iria partir, que se eu te deixasse as tuas noites seriam em branco só a pensar como estaria eu? Disseste? E amo-te, disseste-o alguma vez?

Agora pode ser tarde.

quarenta e dois.

Durante imenso tempo fiz de ti a minha vida. Agora, que já não tenho forças para tal, tenho de te deixar ir, ou melhor, tenho de me deixar ir. Se me vou embora, é por ti, só por ti. E não sou fraca por ir embora, porque não estou a fugir. Sou forte porque tive a coragem de sair, de decidir isto, de me afastar de tudo e todos. Consegui pensar no melhor para mim, ignorar os pedidos para ficar aqui. Sou forte.
Isto é tudo poque tu insistes em querer que eu não exista, que eu me afaste, por isso se tenho de me afastar ao menos que seja de vez. Bastava tu dizeres "Fica, por favor" e eu ficava, sem pensar duas vezes.

Foste demais para mim.

8.6.10

quarenta e um.

É uma vontade de partir e não voltar tão grande, que quase me asfixia.
Falta pouco (...)

7.6.10

quarenta.

É O MAIOR ORGULHO, O ÚNICO QUE TENHO.

6.6.10

trinta e nove.

Sei que quero que me prometas o infinito. Não podes. Promete-me então que me vais amar, sempre. Não consegues. Tudo bem meu amor. Eu prometo por ti.

É que eu vou amar-te, para sempre.

trinta e oito.

Amo-te tanto que quase te odeio.

trinta e sete.

446 dias ao teu lado, 446 desilusões contigo.

5.6.10

trinta e seis.



Eu amo a tua camisola, simplesmente porque é tua.
E amo-te a ti, já te tinha dito?

trinta e cinco.

bum bum. bum bum. bum bum. bum bum. bum bum.
o meu coração continua a bater, ó escuta.
bum bum, bum bum.
é forte ele, luta para se manter vivo.
bum bum, bum bum.
continua.
bum bum, bum bum.
até ele é um lutador, até ele! Já eu (...)


bum bum, bum bum.

trinta e quatro.

As dores desta saudade vão começar a ser silenciosas. Tu mesmo sem quereres preocupas-te mas quando vierem as perguntas do género "Como estás? Passa-se alguma coisa?", usarei o silêncio como resposta, tal como tu o usas sempre que pergunto "Amas-me?"

É tarde demais. :')

4.6.10

trinta e três.

E é hoje, com a tua camisola no meu corpo nú, que me sinto mais distante de ti e próxima do impossível. E a impossibilidade deste amor anda a deixar-me louca. Tão louca como o cheiro desta camisola que me consome.

3.6.10

trinta e dois.






Doem-me os olhos de tanto chorar. Dói-me a barriga com o almoço ainda às voltas lá dentro. Dói-me a cabeça. Doem-me as mãos de tanto as apertar. Doem-me as palavras que não disse, não digo nem direi. Dói-me a tua ignorância, o teu egoísmo. Dói-me a minha fraqueza. Dói-me a coragem que não tenho para te deixar partir. Dói-me o teu interesseirismo. Dói-me a falta de proteccção que me conferes. Dói-me o sorriso escondido e a raiva amargurada. Dói-me estares tão perto e inacessível, dói-me estares tão longe e tão alcançável. Dói-me a minha frieza. Dói-me a minha baixa auto estima. Dói-me que não sejas meu. Dói-me que te afastes. Dói-me escrever sobre ti. Dói-me a tua felicidade e a minha tristeza. Dói-me tudo.


E o coração (...)

trinta e um.

Não estás cansado de ser uma desilusão? É que eu estou cansada que tu o sejas.

trinta.

O meu objectivo é chegar viva aos 17 anos. Mas está difícil.


O meu coração corre o risco de explodir. $:

vinte e nove.

PÁRA DE SERES OPORTUNISTA, PÁRA DE QUERERES MORRER PARA MIM!

vinte e oito.

É nestas alturas que eu duvido do "Nunca te amei."

vinte e sete.

Amo-te demais.

2.6.10

vinte e seis.

Agora que não te tenho é que descobri que não consigo viver sem ti. Sempre foste o único capaz de trazer ao de cima o melhor de mim porque só quando estava contigo é que eu me permitia ser eu. Agora não te tenho e sinceramente só gostava de fazer o tempo voltar atrás e parar. Parar na altura em que eu era a tua princesa e tu me vinhas buscar ao castelo, com o teu cavalo branco.


Éramos felizes e nem sabiamos.

1.6.10

vinte e cinco.

Isto já nem é viver, é sobreviver.

vinte e quatro.

Como já disse, vou (tentar) sair da tua vida. Tu continuas a ter o mesmo olhar de menino perdido que sempre te conheci, o mesmo sorriso inocente, a mesma astúcia com as palavras. Prometeste me o sempre e falhaste, tal como eu falhei, e tal como todo o mundo falha, todos os dias. Não te culpo. Vá, vou embora, vou deixar-te em paz. Não vou esperar a tua resposta porque sei que ela não vai vir, como nunca vem. Só te digo para teres cuidado. Porque um dia podes me querer de volta e esse dia pode ser tarde demais, para mim, para ti, para nós.


Tenho saudades e ainda nem te deixei ir. $:

Visitas, desde 1 de Setembro de 2010.

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